Valor de avaliação, preço mínimo, 1ª e 2ª praça: entenda cada número do leilão

Saiba por que avaliação, lance mínimo, preço publicado e valores de primeira e segunda praça não são sinônimos — e como usar cada um na decisão.

Quatro valores com funções diferentes

O valor de avaliação é uma referência formal produzida em determinado momento e segundo um procedimento específico. O preço mínimo ou lance inicial é a condição de entrada publicada para aquela etapa. O preço atual pode mudar durante a disputa. Já os valores de primeira e segunda praça pertencem ao cronograma e às regras do edital.

Misturar esses campos cria descontos artificiais e decisões ruins. A análise deve preservar cada valor, sua data e sua fonte. Quando a fonte não informa avaliação, a apresentação correta é “não informado”, nunca zero.

Como interpretar primeira e segunda praça

Na alienação fiduciária, a Lei 9.514 disciplina critérios próprios para os leilões. Em procedimentos judiciais, o processo, a avaliação e o edital definem as condições. Não existe um percentual universal aplicável a todos os casos.

Antes do lance, confirme qual etapa está aberta, o valor mínimo daquela etapa, a data, a comissão e se há atualização monetária ou condição especial.

Desconto não é margem

O desconto exibido só é útil quando compara grandezas compatíveis. Mesmo uma diferença elevada entre avaliação e lance pode desaparecer depois de comissão, tributos, ocupação, reforma, documentação e tempo de capital.

Fontes oficiais consultadas

Perguntas frequentes

Segunda praça sempre custa metade da avaliação?

Não. A regra depende do regime jurídico, do edital e do caso concreto. Não aplique um percentual padrão sem validar a fonte oficial.

Avaliação igual a zero significa que o imóvel não vale nada?

Não. Em geral significa ausência ou falha de informação. A ACHEM deve mostrar “não informado pela fonte” quando não houver valor oficial validado.